domingo, 3 de abril de 2011

Modal de transporte aquaviário


O sistema aquaviário brasileiro é composto de vias marítimas e interiores e de portos e terminais portuários. Dessa forma, há basicamente dois subsistemas: o fluvial ou de navegação de interior, que utiliza as hidrovias e rios navegáveis, e o marítimo, que abrange a circulação na costa atlântica.

O primeiro conta com aproximadamente 44.000 km de rios, dos quais 29.000 km são natural­mente navegáveis, mas apenas 13.000 km são efetivamente utilizados econo­micamente, é usado principalmente no transporte de soja, óleo vegetal, madeira e outros. Devido o baixo custo do frete desenvolve papel importante na logística de tranporte.

Já a parte marítima tem cerca de 7.500 km de vias, é o modal mais usado no comercio internacional ou longo.

Fazem parte desses subsistemas, ainda, os portos e terminais fluviais e os marítimos, que totalizam 45 portos organizados e 131 terminais de uso priva­tivo, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ (2010), sendo responsáveis pela participação de cerca de 14,0% na matriz de transporte de cargas.

Quanto à frota mercante de bandeira brasileira, que opera na cabotagem e nas rotas de longo curso, estão registradas junto à ANTAQ 282 embarcações de trans­porte (chatas, graneleiros, petroleiros etc.) e 414 de apoio, sendo 343 rebocadores. Por sua vez, a frota operacional hidroviária é composta por 225 embarcações de transporte e por 31 embarcações de apoio (lanchas, dragas etc.).

Em 2008, o transporte aquaviário do País movimentou 537,7 milhões de tonela­das de cargas a granel e geral e de contêineres. Já em 2009, constatou-se uma movimentação total de 637,6 milhões de toneladas de cargas.

A Pesquisa Aquaviária da CNT de 2006 mostrou a indispensabilidade de ações urgentes na infraestrutura portu­ária, como a retomada das dragagens, a aquisição de equipamentos de estiva e movimentação e a melhoria dos acessos terrestres.

Ações de médio prazo, como a adequação de horários dos órgãos públicos, o treinamento de pessoal dos órgãos oficiais e dos trabalhadores e a revisão de procedimentos para a redução da burocracia, também são essenciais para manter níveis de competitividade adequados dos portos brasileiros.

  • Vantagens – carrega qualquer tipo de carga, menor custo do frete, baixo impacto ambiental.
  • Desvantagens – Necessita de transbordo nos portos,menor flexibilidade nos serviços, frequente congestionamento nos portos.

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